Tempo de Agir

Vivemos um momento musical de doer o dedão do pé, O melhor dos iguais, os mesmo temas, as mesmas letras, as mesma coisa. Não digo que sou perfeito que já tenha alcançado o alvo que é Cristo mas uma coisa faço sigo para o alvo.

A igreja vive o reflexo da bagunça musical. Deus tem que servir o homem, invertemos o papel, nós que temos que olhar para Cristo e agradecer o que ele já fez e o que vier é lucro. Rs simples assim.
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O que a Páscoa é para você?

 

Páscoa é uma festa judaica, vou falar um pouco sobre a historia do povo judeu.

Não teria como iniciar a historia dos judeus sem começar por Abraão, que recebe de Deus um chamado e uma promessa.

Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. (Gênesis 12.1-3)

“Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti, e à tua descendência… e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra”.(Gênesis 28.13,14)

Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.(Êxodo 19.3,4)

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós para que sejam conhecidos na terra os teus caminhos, a tua salvação entre todas as nações. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. Exultem e cantem de alegria as nações, pois governas os povos com justiça e guias as nações na terra. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. Que a terra dê a sua colheita, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe! Que Deus nos abençoe, e o temam todos os confins da terra.(Salmo 67)

A promessa de Deus a Abraão significava que o Messias seria um dos seus descendentes. Quando a Bíblia fala que na descendência de Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas, na verdade está falando de Jesus Cristo, em cumprimento ao veredicto que foi dado à serpente no jardim do Édem:

Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. (Genesis 3.15)

“O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Mas foi porque o Senhor os amou e por causa do juramento que fez aos seus antepassados”. (Deuteronômio 7.7,8)

O propósito de Deus em abençoar todas as famílias da terra e estabelecer entre os homens um reino de justiça e paz, figurado no Estado Nação de Israel na terra de Canaã.

Mas por um desses mistérios de Deus, o povo judeu cresce e se multiplica dentro de uma outra nação poderosa e próspera, o Egito. Acolhidos no Egito num tempo em que a terra foi assolada pela fome, os descendentes de Abraão se tornam uma numerosa nação. O Faraó, então, se sente ameaçado e decide escravizar o povo que se multiplica e se fortalece dentro de suas fronteiras. (Êxodo 1.9-14)

A identidade do povo judeu se constrói entre dois extremos: a promessa de protagonizar um reino de Shalom que abençoa todas as famílias da terra e a cruel escravidão no Egito. Deus aguarda 420 anos para dar o próximo passo estratégico na direção de seu propósito  revelado em Abraão.

Em (Êxodo 3.4-10) deixa bem claro isso. A missão delegada por Deus a Moisés era simples e clara: apelar oa Faraó para que liberte o povo hebreu.  (Êxodo 4.21-23)

Mediante a recusa do Faraó, Deus age com braço forte para promover a libertação do seu povo. Manifesta seu poder e soberania sobre toda a terra e todos os povos enviando dez pragas ao Egito. A última praga é a morte dos primogênitos.(Êxodo 12.12)

Foi nesse contexto que Deus estabeleceu a Páscoa judaica.

O Senhor disse a Moisés e a Arão, no Egito: “Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês. Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa. Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr-do-sol.

Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal. Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, com ervas amargas e pão sem fermento. Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor .

Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!

O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito. Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpétuo. Celebrem a festa dos pães sem fermento, porque foi nesse mesmo dia que eu tirei os exércitos de vocês do Egito. Celebrem esse dia como decreto perpétuo por todas as suas gerações.(Êxodo 12.1-20)

A Páscoa judaica, celebrada anualmente, é uma celebração de sua libertação da escravidão do Egito. Páscoa é a palavra hebraica que significa “passagem” ou “passar por cima”. Em sua origem, portanto, a Páscoa judaica está assentada em quatro conceitos: escravidão, libertação, cordeiro e reino de Shalom. O propósito de Deus com o povo judeu não era apenas assentá-lo em uma terra (Canaã), para fazer dele uma nação próspera, mas através dele suscitar o Messias e abençoar todas as famílias da terra.

Basicamente essa é a historia da Páscoa dos judaica.

Agora sim vou chegar onde quero a Páscoa de Jesus.

Passados dois mil anos, tendo os judeus celebrado anualmente a festa da Páscoa, Jesus de Nazaré nasce e sobre a terra prometida, agora ocupada por outra potencia: Roma.

Então quando João Batista se encontra com Jesus pela primeira vez, aponta em sua direção e faz uma declaração solene: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29).

É na qualidade de cordeiro de Deus que Jesus celebra a Páscoa com seus discípulos e dá a ela uma outra dimensão e um outro significado. Na verdade, resgata e cumpre o propósito original de Deus celebrado na primeira Aliança, feita com Abraão e sua descendência.

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos,

dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. Isto é o meu  sangue da aliança que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai”.(Mateus 26.26-29)

Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.(1Coríntios 5.7)

Vou aqui citar 4 das diferenças entre a Páscoa judaica e a Eucaristia cristã são pelo menos quatro.

1. A Páscoa judaica é uma celebração entre Deus e um povo, a Eucaristia cristã é uma celebração entre Deus e toda a humanidade.
2. A Páscoa judaica é uma celebração em memória de uma libertação política, a Eucaristia cristã é uma celebração em memória de uma libertação espiritual-integral.
3. A Páscoa judaica é uma celebração baseada no sangue de animais, a Eucaristia cristã é uma celebração baseada no sangue de Jesus.
4. A Páscoa judaica é uma celebração que visa a constituição de um estado nação, a Eucaristia cristã é uma celebração que visa a realidade eterna do reino de Deus, reino dos céus.

“Se a Páscoa de Israel foi a libertação de escravos políticos e econômicos para transformá-los em pessoas livres, aliados de Deus e possuidores de esperanças, a Páscoa de Jesus é a libertação da causa de todas as escravidões, a elevação de homens e mulheres à dignidade de filhos e filhas do pai celeste e herdeiros da vida eterna”.

(Dom Luis Soares Oliveira, Folha de S.Paulo, 4 de abril de 2010, Caderno A3)

Esta compreensão ampliada da Páscoa esclarece a promessa de vida abundante feita por

Jesus a todos nós.

A Eucaristia cristã estabelece um outro conceito de escravidão e uma outra proposta de libertação. A escravidão agora não é mais de um povo nem tampouco de caráter político, social e econômico. A escravidão de que Jesus liberta é espiritual: em Cristo, somos livres da morte, “passamos da morte para a vida” (João 5.24). A obra de Jesus, portanto, consiste em trazer vida em abundancia, ou vida completa. Em termos práticos, isso implica nos libertar da morte e de seus sinais, inclusive históricos.

Mas a Páscoa cristã não é apenas a celebração da morte do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Não é uma festa que restrita à sexta-feira da paixão. A Páscoa cristã é uma celebração da ressurreição de Jesus no raiar do domingo. Por esta razão, podemos crer que, assim como a morte ainda se manifesta em nosso mundo e nossas vidas, também a vida abundante, plena, completa de Jesus se manifesta em nós e entre nós.

Sabemos que, tendo sido ressuscitado dos mortos, Cristo não pode morrer outra vez: a morte não tem mais domínio sobre ele.(Romanos 6.9)

Páscoa é uma festa judaica, vou falar um pouco sobre a historia do povo judeu.

Não teria como iniciar a historia dos judeus sem começar por Abraão, que recebe de Deus um chamado e uma promessa.

Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. (Gênesis 12.1-3)

“Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti, e à tua descendência… e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra”.(Gênesis 28.13,14)

Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.(Êxodo 19.3,4)

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós para que sejam conhecidos na terra os teus caminhos, a tua salvação entre todas as nações. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. Exultem e cantem de alegria as nações, pois governas os povos com justiça e guias as nações na terra. Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te todos os povos. Que a terra dê a sua colheita, e Deus, o nosso Deus, nos abençoe! Que Deus nos abençoe, e o temam todos os confins da terra.(Salmo 67)

A promessa de Deus a Abraão significava que o Messias seria um dos seus descendentes. Quando a Bíblia fala que na descendência de Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas, na verdade está falando de Jesus Cristo, em cumprimento ao veredicto que foi dado à serpente no jardim do Édem:

Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. (Genesis 3.15)

“O Senhor não se afeiçoou a vocês nem os escolheu por serem mais numerosos do que os outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Mas foi porque o Senhor os amou e por causa do juramento que fez aos seus antepassados”. (Deuteronômio 7.7,8)

O propósito de Deus em abençoar todas as famílias da terra e estabelecer entre os homens um reino de justiça e paz, figurado no Estado Nação de Israel na terra de Canaã.

Mas por um desses mistérios de Deus, o povo judeu cresce e se multiplica dentro de uma outra nação poderosa e próspera, o Egito. Acolhidos no Egito num tempo em que a terra foi assolada pela fome, os descendentes de Abraão se tornam uma numerosa nação. O Faraó, então, se sente ameaçado e decide escravizar o povo que se multiplica e se fortalece dentro de suas fronteiras. (Êxodo 1.9-14)

A identidade do povo judeu se constrói entre dois extremos: a promessa de protagonizar um reino de Shalom que abençoa todas as famílias da terra e a cruel escravidão no Egito. Deus aguarda 420 anos para dar o próximo passo estratégico na direção de seu propósito  revelado em Abraão.

Em (Êxodo 3.4-10) deixa bem claro isso. A missão delegada por Deus a Moisés era simples e clara: apelar oa Faraó para que liberte o povo hebreu.  (Êxodo 4.21-23)

Mediante a recusa do Faraó, Deus age com braço forte para promover a libertação do seu povo. Manifesta seu poder e soberania sobre toda a terra e todos os povos enviando dez pragas ao Egito. A última praga é a morte dos primogênitos.(Êxodo 12.12)

Foi nesse contexto que Deus estabeleceu a Páscoa judaica.

O Senhor disse a Moisés e a Arão, no Egito: “Este deverá ser o primeiro mês do ano para vocês. Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês todo homem deverá separar um cordeiro ou um cabrito, para a sua família, um para cada casa. Guardem-no até o décimo quarto dia do mês, quando toda a comunidade de Israel irá sacrificá-lo, ao pôr-do-sol.

Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal. Naquela mesma noite comerão a carne assada no fogo, com ervas amargas e pão sem fermento. Ao comerem, estejam prontos para sair: cinto no lugar, sandálias nos pés e cajado na mão. Comam apressadamente. Esta é a Páscoa do Senhor .

Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!

O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito. Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor. Celebrem-no como decreto perpétuo. Celebrem a festa dos pães sem fermento, porque foi nesse mesmo dia que eu tirei os exércitos de vocês do Egito. Celebrem esse dia como decreto perpétuo por todas as suas gerações.(Êxodo 12.1-20)

A Páscoa judaica, celebrada anualmente, é uma celebração de sua libertação da escravidão do Egito. Páscoa é a palavra hebraica que significa “passagem” ou “passar por cima”. Em sua origem, portanto, a Páscoa judaica está assentada em quatro conceitos: escravidão, libertação, cordeiro e reino de Shalom. O propósito de Deus com o povo judeu não era apenas assentá-lo em uma terra (Canaã), para fazer dele uma nação próspera, mas através dele suscitar o Messias e abençoar todas as famílias da terra.

Basicamente essa é a historia da Páscoa dos judaica.

Agora sim vou chegar onde quero a Páscoa de Jesus.

Passados dois mil anos, tendo os judeus celebrado anualmente a festa da Páscoa, Jesus de Nazaré nasce e sobre a terra prometida, agora ocupada por outra potencia: Roma.

Então quando João Batista se encontra com Jesus pela primeira vez, aponta em sua direção e faz uma declaração solene: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29).

É na qualidade de cordeiro de Deus que Jesus celebra a Páscoa com seus discípulos e dá a ela uma outra dimensão e um outro significado. Na verdade, resgata e cumpre o propósito original de Deus celebrado na primeira Aliança, feita com Abraão e sua descendência.

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos,

dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. Isto é o meu  sangue da aliança que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai”.(Mateus 26.26-29)

Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.(1Coríntios 5.7)

Vou aqui citar 4 das diferenças entre a Páscoa judaica e a Eucaristia cristã são pelo menos quatro.

1. A Páscoa judaica é uma celebração entre Deus e um povo, a Eucaristia cristã é uma celebração entre Deus e toda a humanidade.

2. A Páscoa judaica é uma celebração em memória de uma libertação política, a Eucaristia cristã é uma celebração em memória de uma libertação espiritual-integral.

3. A Páscoa judaica é uma celebração baseada no sangue de animais, a Eucaristia cristã é uma celebração baseada no sangue de Jesus.

4. A Páscoa judaica é uma celebração que visa a constituição de um estado nação, a Eucaristia cristã é uma celebração que visa a realidade eterna do reino de Deus, reino dos céus.

“Se a Páscoa de Israel foi a libertação de escravos políticos e econômicos para transformá-los em pessoas livres, aliados de Deus e possuidores de esperanças, a Páscoa de Jesus é a libertação da causa de todas as escravidões, a elevação de homens e mulheres à dignidade de filhos e filhas do pai celeste e herdeiros da vida eterna”.

(Dom Luis Soares Oliveira, Folha de S.Paulo, 4 de abril de 2010, Caderno A3)

Esta compreensão ampliada da Páscoa esclarece a promessa de vida abundante feita por

Jesus a todos nós.

A Eucaristia cristã estabelece um outro conceito de escravidão e uma outra proposta de libertação. A escravidão agora não é mais de um povo nem tampouco de caráter político, social e econômico. A escravidão de que Jesus liberta é espiritual: em Cristo, somos livres da morte, “passamos da morte para a vida” (João 5.24). A obra de Jesus, portanto, consiste em trazer vida em abundancia, ou vida completa. Em termos práticos, isso implica nos libertar da morte e de seus sinais, inclusive históricos.

Mas a Páscoa cristã não é apenas a celebração da morte do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Não é uma festa que restrita à sexta-feira da paixão. A Páscoa cristã é uma celebração da ressurreição de Jesus no raiar do domingo. Por esta razão, podemos crer que, assim como a morte ainda se manifesta em nosso mundo e nossas vidas, também a vida abundante, plena, completa de Jesus se manifesta em nós e entre nós.

Sabemos que, tendo sido ressuscitado dos mortos, Cristo não pode morrer outra vez: a morte não tem mais domínio sobre ele.(Romanos 6.9)

“O ressuscitado arrebentou as prisões quando arrebentou o sepulcro onde o colocaram morto”, disse Dom Luis Soares Oliveira.

“O ressuscitado arrebentou as prisões quando arrebentou o sepulcro onde o colocaram morto”, disse Dom Luis Soares Oliveira.